Emprego em startups: o mercado segue aquecido


Uma das premissas da Abstartups é falar do mercado das empresas de tecnologia. Hoje, porém, vamos ainda mais além. Falaremos de uma questão quase que trabalhista: emprego em startups.

Sim, exatamente isso. Dar dicas, conselhos, insights e fazer manuais sobre algum assunto em textos é algo que muitos nos agrada. Mas não é, de maneira alguma, tudo que podemos oferecer.

Temos que entender, também, o contexto das startups em uma série de contextos. Na Economia nacional, na macroeconomia, na sociedade, nas relações de trabalho. 

Para deixar tudo ainda mais confuso, o Brasil é um país que tem uma instabilidade econômica quase que crônica. 

Desde quando a Abstartups foi fundada, em 2011, nós vimos períodos de crescimento e, pelo menos, duas grandes crises econômicas. Isso não é pouca coisa.

Mas, pode ficar tranquilo. Ou melhor, tranquilo e feliz: Mais do que esmiuçar todos esses dados para você, nós mostraremos que você tem muitos motivos para acreditar nas startups.

Quando falamos em acreditar, queremos dizer que o modelo de negócios delas é muito bem recebido pelo mercado – e elas se tornam cada vez mais importantes.

E importantes para todas as pontas envolvidas no cenário econômico. Seja você empreendedor ou um futuro colaborador de uma startup. 

Aos empreendedores, mais do que saber que está colaborando para a Economia do Brasil, a certeza de que o mercado está muito mais acessível para quem quer investir em tecnologia.

Para quem é colaborador, a chance singular de aprender em um segmento econômico que não para de crescer – com uma possibilidade de fazer um networking qualificado absurda.

Nós damos provas concretas de tudo isso aqui mesmo, no Blog da Abstartups. Temos uma série de textos, com os mais diversos assuntos, que deixam claro o mercado que está cada vez mais aberto.

Tudo isso vai desembocar, enfim, na questão que apontamos lá no começo: de emprego em startups. E, bem, chegou a hora de começar a desembocar.

O papel das startups na Economia brasileira

Muitas pessoas pensam que startups, no geral, não possuem grande relevância para o Brasil enquanto país. Esse é um erro bem comum, por sinal.

Mas já adiantamos no parágrafo acima: essa visão é errada. O mercado de empresas de tecnologia já é um setor de relevância para todo o cenário econômico brasileiro.

Depois de anos com resultados pouco expressivos, a Economia brasileira obtém aumento no PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, em tudo que o país produz, desde o segundo semestre de 2017.

Somado, esse crescimento, em cerca de dois anos, é de pouco menos de 4%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O investimento em startups teve um salto impressionante em um período quase paralelo a esse. De 2016 a outubro de 2019, a fatia correspondente às empresas de tecnologia mais do que quadruplicou.

Em reportagem da Harvard Business Review, em 2016, as startups correspondiam a 0,006% do PIB brasileiro. Em outubro de 2019, essa porcentagem já era de 0,032%. 

Na média, portanto, as startups acompanham o crescimento econômico brasileiro. Mas em porcentagens muito mais significativas. 

Outro crescimento muito interessante quando o assunto são informações ligadas ao mundo das startups está no número de empresas do segmento.

Entre 2018 e 2019, o número de startups no Brasil cresceu 27%. Em relação a 2011, quando a ABStartups era fundada, o crescimento foi de vinte vezes. 

Pensando no cenário econômico, a situação é a ideal para o crescimento. O país cresce, o setor se expande. É a chamada relação ganha-ganha. 

E, é claro: quanto mais empresas de tecnologia, mais emprego disponível em startups. O ciclo econômico da área, portanto, se retroalimenta.

Nem tudo é Economia

Entender as informações disponíveis é muito importante. As planilhas mostram o caminho das pedras, bem como as tabelas que cada empreendedor utiliza como base de estudos e o benchmarking.

Isso está disponível para todo e qualquer empreendedor, junto com um punhado de informações do segmento de atuação. O investimento, nesse aspecto, tem um norte a ser seguido. 

Falta, então, o diferencial. Aquilo que vai marcar uma empresa (e um empreendedor) para sempre. E é aqui podemos vislumbrar ideias que podem mudar o mundo. 

Você já deve ter ouvido falar de unicórnios. Não, não falamos daquele animal imaginário. (Ou que não é imaginário, vai saber)

No mundo dos negócios, unicórnios são as startups que alcançam valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. São poucos e raros (até por isso o nome). Mas são capazes de mudar uma ideia de consumo.

A capacidade de gerar emprego em startups como essas é algo tão escalável quanto elas próprias. Basta ver a quantidade de colaboradores de algumas dessas companhias.

Para ilustrar o que queremos falar, selecionamos quatro startups que você, muito provavelmente, conhece:

  • Nubank

A fintech lilás mudou o segmento bancário apostando na digitalização de contas. Pagamentos? Cartão? Empréstimo? Tudo isso é feito pelo celular. 

Fundada em 2013, o Nubank tinha, em outubro de 2019, cerca de 1300 colaboradores. Em 2019, a receita da startup foi de incríveis R$ 2,1 bilhões.

  • Quinto Andar

Procurar um imóvel se tornou algo muito mais simples com o aplicativo da empresa. É possível encontrar residências por meio de diversos filtros de interesse.

Desde 2012 no mercado, a startup possuía, no final de 2019, mais de mil colaboradores. Hoje, o valor da empresa já supera o US$ 1 bilhão.

  • Loggi

Precisa entregar algo para alguém? A Loggi te ajuda. Com toda a tecnologia disponível, a startup roteiriza as viagens e permite que você acompanhe cada uma das viagens.

Em outubro de 2019, a empresa divulgou que tinha 200 funcionários – com planos de chegar ao milhar de colaboradores.

  • Gympass

É cada dia mais mais difícil e manter em forma e saudável. A empresa atua com assinaturas para academias e uma série de serviços de saúde e bem-estar.

Em junho de 2019, a empresa contabilizava, também, mais de mil funcionários – sendo a metade deles no Brasil.

 

Não é apenas o fato dessas quatro empresas se tornarem unicórnios que ligam cada uma delas, que fique bem claro.

As quatro empresas souberam aproveitar muito bem carências de segmentos. Aliado ao estudo e ao modelo de negócios certeiro, o sucesso veio.

Mas, mais do que isso. No segundo parágrafo do descritivo de cada uma das empresas, colocamos, intencionalmente, a quantidade de colaboradores de cada uma delas.

As quatro juntas empregam, chutando baixo, 3500 pessoas. E isso não é à toa. Funcionários especializados levam tais startups para frente – e ajudam a mudar segmentos inteiros do mercado.

A relação entre empreendedores e colaboradores em empresas de tecnologia ascendentes costuma ser mais flexível. E parte disso é, inclusive, parte do próprio modelo de negócio de startups.

Quanto mais, melhor

Quando um investidor se interessa por uma startup, ele busca se inteirar sobre uma série de informações sobre a empresa. 

Quadro societário, modelo de negócios, segmento de atuação, rentabilidade. Muitos outros, por sinal. Mas um deles é o quadro de funcionários. Sobretudo o número de colaboradores.

Existem uma série de razões pelas quais o emprego em startups é valorizado. Vale pensar, aqui, em duas delas.

  • Pólo de tecnologia

Em uma empresa de tecnologia, funcionários, muitas vezes, significam inovação e eficiência. É, basicamente, tudo o que qualquer investidor busca. 

Imagine, então, o que é ter centenas, por vezes até milhares, de colaboradores trabalhando para fomentar a inovação e a eficiência. É o cenário dos sonhos para qualquer investidor.

  • Estabilidade e crescimento

Muitos estudos de natureza econômica indicam que um dos parâmetros para definir uma empresa sustentável é a capacidade de elevar sua folha salarial.

Quanto mais se investe em salários, portanto, mais sustentável é a empresa. Imagine, então, investir ainda mais para elevar o quadro de colaboradores. Qualquer investidor fica com os olhos brilhando.

Engana-se, entretanto, quem pensa que é apenas o empreendedor quem se beneficia das peculiaridades que envolvem a questão do emprego em startups.

O emprego em startups também é ótimo para colaboradores

No começo de 2019, a Absartups (olha só, que instituição incrível) fez uma pesquisa que mostrou, basicamente, o quanto um colaborador de uma startup pode se beneficiar de seu cargo.

À época, a entidade que mantém esse blog mapeou cerca de 10 mil startups no país. Em 40% delas, existem, pelo menos, cinco colaboradores.

Ou seja: são, pelo menos, 50 mil vagas de emprego em startups gerados pelo mercado. Nada mal, certo?

Mas não são apenas os números que beneficiam os colaboradores dessas empresas. Por conhecer bem tais instituições, enumeramos quatro situações que quem obtém um emprego em startups possui:

  • Flexibilidade

Grandes instituições, quase que sempre, possuem uma série de burocracias e uma hierarquia muitíssimo bem definida. Quebrá-la? Jamais.

Em startups é exatamente o contrário. O colaborador, muitas vezes, tem acesso direto a qualquer um lá dentro. E horários são bem negociáveis.

  • Aprendizado

Como o quadro de colaboradores de startups, em geral, é reduzido, o funcionário precisa, muitas vezes, desenvolver habilidades que vão além de capacidades técnicas.

Intuição, senso de liderança e de urgência, respeito a prazos, contatos com as mais diversas pessoas. Não é pouca coisa.

  • Ambiente

Com uma equipe pequena, os integrantes passam a se ajudar mutuamente. O cotidiano, intenso, pode ser cansativo, mas é muito gratificante.

Cada startup não deixa de ter seus microcosmos, com as equipes buscando seus próprios objetivos. Desafio e colaboração são características muito almejadas no mercado de trabalho e, bem, em uma startup, muito provavelmente, você terá isso.

  • Multidisciplinaridade

Já falamos, aqui, da equipe enxuta que boa parte das startups tem, E você, contratado para fazer uma função, pode desempenhar e ajudar em outras tantas.

Aprender, na prática, o ofício com o qual se trabalha já é algo gratificante. Ter a chance de desenvolver outras tantas áreas é algo ainda mais positivo.

Maravilhoso! Mas queria ajuda para entrar nesse mercado…

Ora, ora, pois você está no lugar certo! Se o seu intuito é ficar por dentro de absolutamente tudo que envolve o mercado de startups, a Abstartups é o local perfeito para você. 

Você já está no site da instituição. Aqui, no Blog da Abstartups, sempre publicamos textos com uma série de temas pertinentes a todos os empreendedores da área da tecnologia.

Mas não é apenas esse tipo de conteúdo que você vai encontrar por aqui. Por sinal, como você pode ver, tem um link neste parágrafo – e, para saber ainda mais sobre o assunto, recomendamos o clique.

Também indicamos as pesquisas e uma passada no espaço dedicados às comunidades – que tanto ajudam quanto o assunto é emprego em startups. 

A StartupBase, imenso mapeamento interativo sobre empresas escaláveis de tecnologia, também vale ser conferido – para benchmarking ou para insights.

Para conselhos mais práticos e de nomes relevantes do mercado, a instituição oferece mentorias. Qual empreendedor não gostaria de conversar com quem já é reconhecido?

Você também vai ter insights e ouvir (e compartilhar, porque não) nos dois eventos organizados por aqui: o CASE e o StartupON.

Como se já não fosse o suficiente esse tanto de benefícios, há uma lista de áreas de uma empresa que também são potencializadas quando você passa a fazer parte da comunidade:

E, antes que você nos pergunte, fazer parte da comunidade é muito simples. Clicando aqui você vê em qual deles quer se encaixar, dentro das suas possibilidades. 

Não importa a situação da Economia nacional ou do emprego em geral: o mundo das startups está em expansão – e está cada vez mais receptivo a novos talentos.

 

 

 

 

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.