Fintechs: saiba mais sobre as startups financeiras

Se você está aqui, você, certamente, se interessa pelo universo das startups. E, muito provavelmente, já deve ter ouvido falar alguma(s) vez(es) sobre fintechs.

Se não, nós vamos te apresentar esse universo fabuloso. E fabulosamente rico, também. No sentido de capital e de experiência.

O termo fintech se refere, basicamente, a startups que atuam no ramo financeiro. E a própria nomenclatura deixa isso claro.

Fintech nada mais é do que a junção da palavra financial com technology – financeiro com tecnologia, em português. Já deu pra sacar, certo?

É difícil cravar quando surgiu a primeira fintech no Brasil e no mundo. Mas, é possível saber como o termo se popularizou. 

Antes de entrar no universo das startups financeiras, vamos a duas curiosidades bem interessantes sobre o tema:

Definição e popularização do termo

Em 2016, Patrick Schueffel, da Fribourg School of Management, deu uma definição muito relevante sobre fintechs. 

Para ele, tais empresas formam “um novo setor financeiro que aplica tecnologia para melhorar as atividades financeiras”.

Tão logo o mundo foi tomando ciência da expressão, ela se popularizou. 

A outra curiosidade é bem mais antiga, mas não menos importante. 

Um projeto da prefeitura de New York com a Accenture, multinacional de consultoria, queria acelerar startups locais.

O nome do programa? Fintech. Pois é.

Nunca entendi muito bem a hype em cima das fintechs. O que elas têm de mais?

Uma expressão que se popularizou de maneira tão rápida deve ser, ao menos, estudada por quem é do mercado.

No caso, não apenas a expressão. As empresas que se tornaram as “queridinhas” de um mercado tão competitivo quanto o financeiro merecem uma atenção especial.

Bom, para começar, essas empresas de tecnologia costumam ser pouquíssimo burocráticas.

Agora, imagine a vantagem de não ter quase nada de burocracia em um mercado tão burocrático quanto o financeiro. 

Pense em tudo que você precisou juntar para abrir uma conta, conseguir um empréstimo ou buscar um investimento. 

Pois bem: em fintechs, no geral, você consegue o mesmo resultado com um esforço milhões de vezes menor. 

E se você pensou em mobilidade, você, também, acertou. 

Imagine ter uma imensa gama de serviços financeiros, de consultar um extrato até mesmo fazer aplicações, na tela de um smartphone.

Pois bem. diversas fintechs oferecem esse serviço para seus clientes.

Também sabemos que algo só se populariza, de fato, quando oferece custos muito menores em relação ao praticado pela concorrência.

E, adivinhe: essa também é uma vantagem das novas empresas do mercado financeiro. 

Muitas delas ou não cobram ou cobram taxas irrisórias por serviços que, em instituições tradicionais, costumam ser salgadas.

Não é feitiçaria, é tecnologia

Você deve estar se perguntando como tudo isso é possível. Diz a sabedoria popular que quando a esmola é demais, o santo desconfia. 

Então, para tentar explicar toda a situação, uma outra frase: a que abre esse pequeno intertítulo.

A frase, tão famosa na televisão dos anos 1990, se aplica a toda essa disrupção do mercado financeiro no final da década de 2010. Sábias palavras.

Todas essas vantagens de mercado que as fintechs possuem em relação à concorrência acontece por um motivo que é da identidade dessas empresas.

Elas já nasceram em um ambiente digital. Para as novas empresas do mercado financeiro “incomodarem” as gigantes, elas precisam de um diferencial. 

No caso, o diferencial delas é o investimento maciço em tecnologia. Isso possibilita tudo aquilo que negritamos lá em cima.

E, de bandeja, ainda trás mais uma grande vantagem. Já prepare o seu marca-texto de novo, aliás.

Por conta de toda essa tecnologia que falamos, as fintechs utilizam plataformas que são muito mais simples e intuitivas para quem as usa.

Nativas digitais, essas empresas sabem muito bem que de nada adianta ter um caminhão de vantagens e não deixar tudo isso acessível de maneira rápida, fácil e clara para quem as utiliza.

Portanto, investir na comodidade e na facilidade do cliente também é uma premissa das novas empresas do mercado financeiro.

Quando mexe com o dinheiro, confesso que tenho receio…

Sim, nós também. A Abstartups, afinal de contas, lutou muito para alcançar o patamar que alcançou.

E você, empreendedor, já teve algum problema financeiro ou conhece alguém que teve. Nada mais normal que isso, infelizmente.

Entendemos completamente o pé atrás de qualquer pessoa quando o assunto é dinheiro e está ligado à segurança. 

Mas, quanto às fintechs, pode ficar tranquilo. Elas obedecem uma imensa parte das regras de mercado do sistema financeiro – quase sempre um dos mais observados por governos.

É assim no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa ou em boa parte do planeta, aliás.

Para criar alguma solução nova, as empresas disruptivas deve passar por uma imensa lista de regras e especificações técnicas. 

Caso não passe, é retirada do ar. Ou melhor: sequer é liberado. Simples assim.

Aqui no Brasil, quem costuma observar de perto a atividade de uma fintech é o Banco Central. 

A entidade reguladora do mercado brasileiro também pode te ajudar a tirar a “prova dos nove” de uma marca.

Caso tenha alguma dúvida em relação a uma empresa que te impactou, basta fazer uma busca pela instituição. 

Não, não estamos falando de uma busca no Google. Falamos de uma busca no próprio BC. Para fazer isso, basta clicar aqui.

Com o nome da empresa, você pode pesquisar o CNPJ e ter acesso a outras tantas informações. 

Isso, é claro, pensando em meios legais. Se você quer fazer uma pesquisa sobre relevância e qualidade de uma marca, aí sim, o Google é muito indicado. 

Quais exemplos você tem para me dar?

Nubank 

Muito provavelmente você já ouviu falar do Nubank, certo? Pois bem: ele é uma startup. 

Maior banco digital do Ocidente, a empresa reconhecida por seu cartão roxo chegou, em setembro de 2018, à marca de 5 milhões de clientes.

Sim, você leu bem: 5 milhões de cliente. 

Ele é inteiramente digital e dá direito, entre outras facilidades, a cartão de crédito e conta própria. 

Transferências gratuitas, zero de anuidade e taxa de manutenção e rendimento do dinheiro na própria conta, já mais atrativo que a poupança, são alguns dos diferenciais da empresa.

PagSeguro

Se você já viu a maquininha amarela da PagSeguro, saiba que você está diante de outra fintech.

Surgida em 2006, a empresa que efetua pagamentos, assim como o Nubank, já se tornou um unicórnio. Ou seja: alcançou a marca de US$ 1 bilhão (!) em valor de mercado.

A empresa, basicamente, atua como meio de pagamento eletrônico de cartões de crédito e débito. 

Para encerrar os cases, mais uma. Agora, de empréstimos. 

Creditas

A Creditas é mais um dos unicórnios nacionais e que, de quebra, também é uma fintech.

A empresa disponibiliza empréstimos obtidos de maneira 100% digital, tudo com garantia. Aliás, o modelo utilizado é conhecido como “empréstimo como garantia”.

O propósito da empresa, como muitos imaginam, é diminuir os juros praticados. 

A rápida expansão do número de empresas do segmento deixa claro o quanto o mercado está aberto a essas companhias.

Em 2015, o Brasil tinha 83 fintechs. Em setembro de 2019, o número era de 403. Um aumento de 385,5%.

A própria Abstartups, por sinal, pode te provar a importância dessas empresas nesse aspecto. Não só nesse aspecto, aliás. Mas vamos focar em um tema só.

StartupBase

Já falamos algumas vezes aqui que a Abstartups está aqui para te ajudar. E nós temos uma excelente fonte de consulta para diversas informações.

Falamos, aqui, da StartupBase. E, se podemos te dar uma dica, recomendamos fortemente que você clique nesse link.

É fácil demais mexer na plataforma. Basta digitar um termo para verificar quais startups estão mais relacionados com ela.

Digite “fintechs”. No tempo em que pesquisamos o termo para a produção do texto, apareceram nada mais, nada menos que 484 empresas. 

Outros dados, porém, também são bem bacanas de se elucidar. 

  • Quase metade das empresas de finanças e tecnologia atuam no segmento Business to Business (B2B) – ou seja, voltadas para o consumidor final
  • Se somarmos as que tem como público-alvo o modelo B2B2C (ou seja, as que atuam tanto com o consumidor final quanto com outras empresas), esse número vai para quase 70%
  • Mais de um terço das empresas de finanças de tecnologia estão em fase de tração
  • Quase um terço dessas empresas atuam com Software as a Service (SaaS) como modelo de receita
  • Quase 44% delas estão na cidade de São Paulo – a porcentagem do estado de SP é de quase 54%
  • Se somarmos as cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte a SP, a porcentagem vai a quase 68% – os três estados respondem por 78%

Como você deve ter observado, fintechs surgem onde há maior fluxo de dinheiro. Elas, também, costumam ajudar, majoritariamente, empresas. 

Existem uma série de outros insights que você pode ter ao clicar naquele link acima. Também é possível filtrar por uma série de informações diferentes a sua escolha.

Já vejo minha empresa com muito mais dinheiro!

Como você deve ter visto, o caminho das pedras para ter acesso a crédito não é tão tortuoso assim. 

Mas, para isso, você leu esse texto. Ou seja: estudou. Se informou. Buscou conhecimento.

Você acompanha aqui, no Blog da Startups, uma série de outras dicas e conhecimento para empreendedores. Fique sempre ligado por aqui!

Já falamos do StartupBase, e a plataforma é uma grande aliada para você, também. Assim como as nossas mentorias.

Dois eventos que a Abstartups organiza ajudam no network e em outros tantos conhecimentos: o CASE e o StartupOn.

E, ah! Não deixe de saber quais benefícios nós oferecemos para você:

Tudo isso, entretanto, pode ser potencializado. Para isso, você pode se tornar um associado da Abstartups. E isso é tão bom que nós temos diversos planos para você escolher.

Temos certeza que um desses planos, além de não afetar o seu orçamento, também vai te trazer uma série de benefícios. 

Se o mercado de startups é desafiador, as fintechs podem ser um caminho muito interessante para o seu negócio. Portanto, lembre-se disso!

 

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.