Entenda de uma vez: o que é MVP?

Para falar, afinal de contas, o que é MVP no mundo de startups e empreendedorismo, não tem nada melhor que citar Mark Sloan. 

Quem?

Mark Sloan é um personagem fictício da série Grey’s Anatomy, que foca na vida de médicos. Mas ele pode ensinar bastante para você, acredite. 

Em certo episódio, ele fala que “Cliches became cliches for a reason. Because they worked”. Ou seja: “Clichês se tornam clichês por uma razão. Porque eles funcionam”, em tradução livre. 

MVP é uma sigla. E siglas, via de regra, resumem algo. No nosso caso, um conceito. Essa síntese pode esconder muita coisa, mas ajuda na hora de explicar. 

Agora, sem clichês, o que é MVP?

MVP é o acrônimo para Minimum Viable Product. Na tradução literal, isso significa, basicamente, Produto Minimamente Viável.

A prática dessa história toda, porém, é o que vai deixar tudo mais prático e fácil de se entender. 

Em linhas gerais, o MVP é o protótipo do produto/serviço da sua startup. Ou seja: é a primeira versão, que muito provavelmente terá falhas. Que se tornarão aprendizados.

Tudo que está nessa versão inicial, porém, tem motivo para estar lá. O MVP não deixa de mostrar a visão de futuro da sua empresa, por exemplo. 

Mas, como você deve imaginar, ela não existe apenas por conta disso. Também é possível mostrar o que é a sua startup por meio do MVP, também.

Tudo pode ficar mais interessante, como você deve imaginar. Avaliar o quanto o seu produto/serviço é bem recebido pelos clientes também é possível. 

Outra situação importante para o futuro que também se torna palpável: a escolha por hipóteses que foram levantadas. 

Principalmente para startups que estão em fases de ideação, isso é algo fundamental. E nada melhor que contar com a ajuda do seu público-alvo nesse processo, certo?

Pois bem: o MVP ajuda em tudo isso. 

Nessa hora, Mark Sloan deve voltar a sua mente. Tudo para dizer um clichê: o MVP é fundamental para a sua startup.

Nesse texto, a Abstartups vai trazer de maneira mais detalhada o que é MVP.

Para isso, obviamente, vamos bem mais além do clichê – e de Mark Sloan, também. Mas a ajuda dele vai ser muito útil em determinados momentos. 

Não é só Mark Sloan: lembre-se, também, de Eric Ries! 

Calma, calma. Prometo que não vou te confundir. 

Eric Ries é um dos grandes nomes do mundo das startups. Um guru que você sempre deve ouvir daqui pra frente

Entre outros motivos, por conta de um livro que ele escreveu. O “The Lean Startup” (algo como “A Startup Enxuta”, em português). Nós, inclusive, falamos do livro aqui

O empreendedor deu uma definição sobre o que é MVP. Certeira, por sinal. 

“O MVP é aquela versão do produto que permite uma volta completa do ciclo construir-medir-aprender, com o mínimo de esforço e o menor tempo de desenvolvimento”.

A publicação, por sinal, traz alguns conselhos muito válidos para quem quer começar seu próprio negócio.

  • Modelos de startups mais enxutas podem ser replicados em empresas de todo e qualquer tamanho;
  • O modelo de gestão de Eric Reis pode é muito indicado para ambientes que envolvem qualquer tipo de risco;
  • A razão de ser uma startup é desenvolver negócios sustentáveis e aprender a crescer nesse cenário;
  • Feedback é algo fundamental para startups enxutas: elas guiarão o futuro do seu projeto;
  • Outro conceito muito importante para quem aderir a esse modelo é o de contabilidade à inovação.

Se você ainda não leu o livro que comentamos, leia. Ele é um dos livros mais importantes para quem quer empreender na área de tecnologia. Isso se não for o seu livro de cabeceira.

Pelo que você leu até aqui, já deu pra ver o quanto o conceito de Lean Startup anda próximo do de MVP, certo? Pois bem, hora de voltar ao tema principal do texto.

Volta, Mark Sloan! 

Você lembra da frase dita no começo desse texto?

“Clichês se tornam clichês porque eles funcionam”.

Pois bem: nada melhor que verificar como algo funciona de fato com exemplos práticos, certo? Ao falarmos sobre o que é MVP, não poderia ser diferente.

Abaixo você vai ver algumas empresas muito conhecidas e como foi o MVP delas. Perceba que o começo foi discreto. Perceba, também, o quanto essas empresas se tornaram referências em seu segmento de atuação:

Facebook

Você que viu o filme “The Social Network” (“A Rede Social” aqui no Brasil) deve se lembrar de como foi o início da empresa e da própria plataforma.

Tudo não passava, basicamente, de um jogo entre estudantes da famosa faculdade de Harvard, nos Estados Unidos. 

Tudo começou a crescer quando eles passaram a fazer adaptações e testes. Feedbacks, enfim. O processo de MVP clássico, como você deve imaginar. 

Quando a rede social saiu dos limites da faculdade, acho que a gente não precisa falar o quanto a plataforma se tornou conhecida, certo?

Nubank

Em junho de 2019, a fintech chegou à impressionante marca de 10 milhões de clientes. Mas… sabe quantos clientes iniciaram com o banco digital?

Doze.

Pois é. O unicórnio, em seu início, tinha doze contas. O grupo de early adopters (ou seja, os primeiros clientes de uma startup), como pode ver, foi selecionadíssimo. 

O primeiro passo foi incrementar o cartão de crédito. Mas pode ficar tranquilo: roxo ele sempre foi.

Depois, vieram os investimentos e as primeiras reportagens na imprensa. O resto é história. 

Uber

Você pode fazer suas críticas ao aplicativo ou nem utilizá-lo. Seja por preferir outros similares, seja por não precisar.

Mas, certamente, você já ouviu falar do app. Não à toa: é o maior aplicativo de mobilidade urbana do mundo.

Como você deve imaginar, porém, para a empresa atingir esse nível, muitas mudanças precisaram acontecer. E o começo dela pode te surpreender.

Por isso, vou pedir pra que você sente. O susto pode ser grande demais.

Acredite: o Uber começou como um aplicativo de táxi. Sim, é isso mesmo.

A ideia dos criadores, no início, era ligar os passageiros que precisavam se locomover aos taxistas com carros de luxo.

Em um passado que já é muito distante nos tempos de hoje, quem usa o app há mais tempo sabe que todos os motoristas desciam do carro para abrir a porta para o passageiro, por exemplo.

Aos poucos, porém, os desenvolvedores perceberam que o uso mais popularizado, por assim dizer, também poderia ser muito interessante.

Ou seja: o Minimum Viable Product, foi ideal para adicionar ainda mais fatias do mercado para o Uber e funcionalidades. Isso é, basicamente, uma aula do que é MVP. 

Spotify

O famoso serviço de streaming de músicas, além de todas as dificuldades para colocar uma startup em funcionamento, esbarrava em uma questão legal.

Legal no sentido de estar ou não dentro das leis, e não quanto a ser bacana de se usar ou não, vamos deixar bem claro.

Para escapar da burocracia de gravadoras e empresas do mercado fonográfico, foram utilizados outros aplicativos beta de desktop no começo da vida útil do programa.

O MVP, afinal, também serve para isso: identificar problemáticas e saber como driblar os desafios que são encontrados.

Podemos dizer, então, que o MVP do Spotify teve suas peculiaridades. 

A própria empresa assume isso, por sinal. Ela comenta que o período foi baseado em quatro verbos: pensar, construir, enviar e transformar.

Vale, aqui, focar no pensar. A primeira etapa.

Ela testa toda a eficiência do conceito. É a partir daqui que a construção do MVP físico toma forma, enfim.

Depois disso, ouça os feedbacks dos usuários. Aplique as resoluções para tudo que é frequentemente apontado como negativo. Por fim, lance o produto final.

O Spotify, por sinal, mostra que processos diferentes não necessariamente são (nem dão) errado. Tudo é aprendizado.

Uma aula com todos os clichês embutidos. Bem ao estilo de Mark Sloan.

Conte com a gente!

Ler sobre algo pode causar alguma ansiedade. Para conter isso, saiba que a Abstartups está aqui para te ajudar.

E não falamos, apenas, de produção de textos. Por meio da entidade, é possível participar dos mais diversos tipos de eventos, fazer networking, cursos, referências e muito mais.

Podemos garantir que não vai te faltar conteúdo e oportunidade. Basta a você agarrar a chance.

Com os exemplos, esperamos que você tenha percebido que, sim, é possível começar do zero e fazer uma startup mundialmente conhecida.

Entendemos, de primeira, o pensamento de “Nossa, mas eu jamais vou alcançar esse patamar”. Saiba, porém, que os criadores das empresas que selecionamos tinham o mesmo pensamento. O resto é história.

Tinham boa parte das mesmas dificuldades que você tem para abrir e manter sua empresa, ainda em estágio inicial. 

Eles também tinham dificuldades para entender o que é MVP, certamente. Agora, você sabe. Chegou a hora de caminhar para o sucesso enquanto empreendedor. Com ou sem clichês.

 

 

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.