Edtechs – a importância das startups de educação no Brasil

 

Um texto no qual falamos sobre o mercado de startups na área de Educação não é um texto qualquer. Merece uma epígrafe:

A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo

(Nelson Mandela)

Uma epígrafe, basicamente, é uma frase para introduzir um assunto. E, normalmente, ela é colocada com a margem à direita, e não à esquerda, como é o normal.

Nós aprendemos essas e muitas outras coisas por conta da educação. A Educação, na realidade, é a base para que qualquer pessoa aprenda qualquer coisa de qualquer assunto.

E é claro que esse tema tão importante não ficaria de fora do escopo das startups. Por sinal, empresas de tecnologia desse segmento ganham cada vez mais espaço no mercado.

Elas se popularizaram tanto que, assim como boa parte de segmentos que possuem muitas startups, as de Educação também ganharam uma nomenclatura própria. São as edtechs. 

Como você deve imaginar, um texto sobre edtechs tem conteúdo até dizer chega. E de conteúdo nós entendemos como ninguém. Quer a prova?

Aqui, no Blog da Abstartups, você encontra diversos textos de uma infinidade de assuntos para você, empreendedor. Sobretudo para você que quer fazer a diferença no mercado de startups.

E, aqui, não falamos, apenas de uma startup do ramo de Educação. Temos para todos os nichos. Além, é claro, de textos que se aplicam para todas as empresas de tecnologia. 

Pois bem, todo conteúdo tem um início. E a história das edtechs, obviamente, também tem um começo.

A origem das edtechs

É difícil precisar ao certo qual foi a primeira startup da área de Educação criada. Com o advento da internet comercial, o mercado começou a se transformar rapidamente. E, aí, alguns dados podem se desencontrar.

Muitos, entretanto, consideram que a primeira edtech criada foi a Blackboard Inc., surgida em 1997. O próprio nome já deixa clara a vocação educacional da empresa.

Blackboard, em inglês, significa quadro negro. Sim, aquele mesmo, a popular lousa.

Até hoje, por sinal, a Blackboard está ativa. Presente fisicamente em dezoito locais e com aplicativos que podem ser acessados mundo afora, a empresa é referência quando pensamos em edtechs.

Quer uma prova cabal disso? A Blackboard foi criada em um modelo chamado de Learning Management System (Sistema de Gestão de Aprendizagem), conhecido pela sigla LMS.

Esse LMS é, até, hoje, modelo para diversas startups de Educação. O sistema permite, por exemplo, a hospedagem de cursos, aulas, vídeos e outros tantos recursos multimídias.

Alguns anos depois, outra plataforma deu uma imensa colaboração para o que se chama hoje de e-learning. E ela nem edtech é. Mais do que isso: você certamente a conhece.

Ao fazer uma pesquisa sobre algo, você, muito provavelmente, viu um artigo da Wikipedia. A chance de ter utilizado a página em questão como fonte de consulta também deve ser alta.

Afinal de contas, o que você está buscando lá? Conhecimento, certo? Exatamente o que as edtechs querem oferecer. Bingo!

Em suma: a Wikipedia, que não é uma startup de Educação (a empresa se considera uma enciclopédia aberta), foi o exemplo prático de que investir em conhecimento na internet é uma opção válida para a sociedade.

Vale relembrar que a Wikipedia foi fundada por Jimmy Wales em 2001. De 2001 para cá, como você deve imaginar, muito tempo se passou.

E hoje, como está o mercado de startups de Educação no mundo?

Assim como para qualquer ramo do segmento de empresas de tecnologia, as Edtechs estão funcionando a pleno vapor. O horizonte é promissor, mas o presente já conta com bons índices.

A maior potência econômica mundial, como costuma acontecer, está na liderança dos investimentos em edtechs.

De acordo com a Software & Information Industry Association (SIIA; Associação da Indústria de Software e Informação, em tradução livre), o mercado de edtechs nos EUA gira em torno de US$ 8,4 bilhões.

Outros países também possuem bons investimentos na área. Reino Unido, China e Índia sobretudo. O país da Ásia de Monções, por sinal, prevê quadruplicar o investimento em e-learning em breve.

E o Brasil, onde está?

Para falar sobre o mercado brasileiro, vamos te apresentar uma ferramenta que nós, da Abstartups, adoramos utilizar.

Trata-se do StartupBase. É, basicamente, a base de dados onde você pode encontrar todas as empresas de tecnologia do país. Para isso, basta clicar no link.

Lá você também pode incluir uma série de filtros para a sua pesquisa. Uma delas, claro, é pesquisar sobre uma startup de Educação. Ou várias. 

Pois bem: um dos primeiros filtros que aparecem à esquerda de quem vai fazer uma pesquisa é, justamente, o segmento. 

No momento em que este texto escrito, por sinal, Educação é o segmento que mais tem startups listadas. Ou seja: é o nicho que mais possuem empresas de tecnologia. 

Se os Estados Unidos lideram o investimento quando o assunto é startup de Educação, São Paulo, maior economia brasileira, possui a maior parte de edtechs no país. 

O segundo lugar no ranking é de Minas Gerais. Mas SP tem mais de três vezes o número das edtechs mineiras, ao menos até abril de 2020 – momento no qual o texto que você lê é produzido.

Isso quer dizer que o mercado é amplo e já há bastante concorrência. Mas é claro que existem uma série de filões ainda disponíveis.

E quais seriam esses segmentos?

Um bom filtro para você fazer o benchmarking está na idade no tipo de ensino que você quer investir. Absolutamente todas as pessoas estão dispostas a aprender algo novo. 

Cabe a você, então, criar os meios para que isso se torne atrativo para o público-alvo e, também, para possíveis sócios e investidores.

  • Educação Básica

O Ensino Infantil, Fundamental e Médio é fundamental não apenas para o mercado de trabalho, mas, também, para a formação cidadã de uma sociedade como um todo.

A presença de educadores, como você deve imaginar, é tão fundamental quanto. E, até por isso, o Ensino À Distância (EAD) integral nessa idade é controverso.

Nesse período educacional, é possível, por exemplo, capacitar (ou ajudar a capacitar) os professores. 

Para atuar com crianças e jovens, muitas parcerias entre instituições de ensino e edtechs acontecem para complementar o material visto em aula. 

De qualquer forma, é possível atuar nessa fase do crescimento intelectual e educacional. Não restam oportunidades.

  • Educação Técnica

Se o papel das edtechs na chamada Educação Básica é o de apoio e complemento, a partir daqui, ela passa a ser um meio importante para desenvolver uma habilidade específica.

Cada vez mais produtores de conteúdo e especialistas em uma área descobrem, na internet, uma forma de gerar renda com alguma aptidão.

Se existe quem queira ensinar, obviamente existe quem queira aprender. E muitos “alunos” estão dispostos a aprender remotamente.

Áreas como marcenaria, artesanato e comunicação, por exemplo, contam com uma série de cursos online com certificação, tão importantes para o crescimento profissional.

É importante destacar que é sempre fundamental que o potencial aluno verifique a credibilidade da instituição que oferta o curso, bem como dos professores.

  • Educação Superior

Muitas faculdades já utilizam a internet para hospedar cursos para alunos ou mesmo para passar recados de professores ou da própria instituição.

Há, porém, outras situações. Cada vez mais cursos são ofertados inteiramente pelo chamado EAD (Educação à Distância).

Para universitários, como você deve imaginar, uma startup de Educação pode ajudar tanto no complemento quanto na atividade-fim, por assim dizer. O melhor dos dois mundos.

E é claro que, além dos benefícios que a internet traz, há, também, muito mais flexibilidade para todos os envolvidos no processo.

Sobretudo para quem já está no mercado de trabalho (na área na qual o estudante está se graduando ou não), tal marca das edtechs é muito benéfica.

  • Educação Corporativa

Para muitos, ser contratado na área em que se deseja é um sonho. Engana-se, porém, quem pensa que isso é tudo.

Cada empresa precisa de habilidades específicas, por particularidades próprias de cada instituição – seja da característica da instituição, seja pelo momento vivido.

Um colaborador novo, portanto, tem boas chances de passar por um treinamento específico para a nova função ocupada – guiado pela própria empresa.

Outra situação muito natural está no remanejamento de colaboradores. Ao ganhar uma nova função, uma ótima maneira de entender o novo cotidiano é recebendo um treinamento online.

Qualquer uma das duas situações são vantajosas tanto para o novo colaborador, que sabe sua incumbência; e para a empresa, capaz de reduzir custos no treinamento.

Tem muita coisa boa acontecendo na área!

Ao chegar até aqui, você deve imaginar que o mercado de edtechs é muito vasto e, apesar de todas as dificuldades, possui uma série de de oportunidades.

Entendemos, também, a dificuldade se obter conteúdo razoável para se aprofundar no assunto. Esse texto foi feito para nortear pesquisas técnicas e para te introduzir no segmento. 

Você, empreendedor que se interessou pela ideia de montar uma startup de Educação, está querendo mais. Quer referências. Busca um benchmarking aprofundado. 

Acertamos, certo? Não precisa nos agradecer agora. Temos uma contribuição que, certamente, vai ser de grande valia. 

Trata-se de um grande estudo, conduzido durante todo o ano de 2019, pela Abstartups em parceria com o CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira).

O trabalho traz uma série de insights interessantes para quem já está na área, para quem busca entrar ou para quem tem interesse em saber mais sobre várias ou uma startup da área de Educação.

São quase 450 edtechs mapeadas, dos mais diversos locais do Brasil. Uma série de modelos de negócios também são esmiuçados no levantamento.

Para ter acesso a eles, basta clicar aqui. Garantimos que não vai te faltar conteúdo, insights e muito conhecimento sobre o mercado em questão.

Não acaba por aí!

O mapeamento de edtechs não é algo isolado, como você pode imaginar. Nós falamos, lá no começo do texto, do Blog da Abstartups – local onde você está lendo esse texto. 

E, bem, aqui você encontra conteúdos sobre uma infinidade de conteúdos, todos muito importantes para você. Modéstia à parte, é claro. 

Para ficar no conteúdo que temos no nosso portal, você encontra a StartupBase, um imenso banco de dados sobre as mais diversas empresas de tecnologia do país. Já falamos sobre ela, também.

Temos uma série de pesquisas, conteúdos e uma ampla gama de comunidades para você desfrutar – tudo isso mapeado, é claro.

A presença de grandes nomes do mercado também é de fundamental importância. Por isso, oferecemos mentorias com personalidades do mundo business.

Como networking também é importante, organizamos dois eventos que unem uma vasta presença de empreendedores: o StartupON e o CASE. Todos, claro, capazes de trazer muitos insights.

A Abstartups traz, por fim, uma série de benefícios para você e sua empresa. Em várias áreas fundamentais para qualquer corporação:

Tudo que falamos nesse intertítulo chega até você de forma muito mais simples quando você opta por se associar à Abstartups.

Existem uma série de planos disponíveis para você, e, certamente, um deles vai corresponder às expectativas – nos benefícios, no valor investido e, também, na relação custo-benefício.

Você pode visualizar todos os planos que oferecemos a você aqui. E, desde já, seja bem-vindo a maior comunidade de empreendedores de tecnologia do Brasil.

Fundar, montar, gerir e escalar uma startup de Educação é um grande desafio, de fato. Mas, aprendendo, é possível ter muito sucesso na área. Contamos com você!

 

 

 

 

By |abril 23, 2020|ABStartups|

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.