O Futuro é agora!

Quais são os próximos passos para o futuro do ecossistema empreendedor?

Quando olhamos para o crescimento do ecossistema empreendedor aqui no Brasil é perceptível o quanto crescemos nos últimos anos. E nesse caminho até aqui, a Abstartups existe há oito anos, com o papel de gerar impacto empreendedor não só para startups, mas também para o mercado, mídia e o governo.

Para celebrar os oito anos da Abstartups, realizamos na última quinta-feira o 360º, evento que reuniu os grandes nomes que fizeram e continuam fazendo parte da construção do nosso ecossistema para conversar sobre os possíveis caminhos do nosso futuro.

Mas antes de chegar no futuro, é importante relembrar as conquistas do passado e principalmente os aprendizados que nos trouxeram até aqui.

Oito anos de Abstartups

Um deles, fundamental para a Abstartups foi a percepção que deveríamos olhar para o ecossistema como um todo e não apenas para startups. Foi com essa ideia em mente, que basearam alguns dos nossos pilares hoje – informação e comunidades.

Informação

As pessoas só conseguem tomar decisão se tiverem contexto da situação. Através dos nossos dados, mapeamentos e pesquisas, nós entregamos isso para o mercado. Isso impacta para que aceleradoras saibam onde abrir a próxima unidade, o investidor anjo possa investir em alguém mesmo que não esteja próximo a ele, para que os coworkings possam criar espaços de inovação onde tem densidade ou simplesmente para o governo ver onde ele tem que atuar para melhorar.

Comunidades

Faz cada vez mais sentido fortalecer e oferecer capilaridade para o ecossistema empreendedor. Hoje são mais de 130 comunidades espalhadas por todo Brasil, sendo que nós já mapeamos mais de 40 a 60 cidades e estamos na 2º fase do projeto que tem mais um ano pela frente.

É muito fácil para quem está aqui em São Paulo quebrar uma startup. É só olhar para o lado e você pode entrar num Ifood, no 5º andar, numa Rappi. Mas para o cara que quebra lá em Santarém, Uberlândia ou Campina Grande, esse cara sai do mundo das startups, ele perder fôlego. Quando você fortalece o ecossistema, esse cara não quebra. Ele quebra a startup, mas não quebra o empreendedor”, Amure Pinho.

O futuro está nas comunidades

Já falamos bastante por aqui sobre a importância das comunidades de startups (leia mais). Mais do que estimular o desenvolvimento empreendedor local, é através dessa rede de apoio que empreendedores encontram as ferramentas, apoio e energia muitas vezes necessária para seu negócio.

Tânia Gomes, vice presidente da Abstartups resumiu bem a ideia durante o evento:

“Quando fortalecemos comunidades, estamos criando empreendedores capazes de produzir negócios de sucesso”.

Por isso, se queremos fortalecer empreendedores, o caminho com certeza passa pelas comunidades. É através delas, que conseguimos:

– Fortalecer a força empreendedora local

– Expandir os meios de acesso de maneira mais rápida

– Oferecer acesso a talentos, capital e regulação  

– Continuar promovendo pesquisas e mapeamentos

– Fortalecer a rede para ações no governo como marco legal das startups

O desafio do ecossistema empreendedor para o futuro

O cenário de startups que vivemos é bastante favorável. Em relação ao nosso histórico, nunca estivemos tão longe. Somos uma comunidade com mais de 10 mil startups mapeadas, com oito unicórnios e grandes IPO´s no caminho.

O grande desafio para os próximos anos é justamente elevar as expectativas e superar as conquistas até aqui. Temos um grande espaço para oportunidades, uma população com mais de 200 milhões de habitantes conectados mais de nove horas por dia no celular.

Mas, como Rodrigo Cartacho, CEO da Sympla, definiu isso muito bem: quanto mais crescemos, maiores também ficam os desafios. E hoje temos desafios de unicórnio para superar.

Quais os desafios a serem superados?

– Startups pensarem grande e com mais agressividade

– Aumentar as expectativas para conseguir crescer

– Ao invés de pensar em vender sua startup, pensar em comprar negócios

– Aumentar o impacto do Brasil em relação a outros ecossistemas

O futuro da relação entre Corporate e Startups

Hoje, passados alguns anos de relacionamento, as grandes empresas já aprenderam o seu papel nesse ecossistema. Já entenderam que as startups estão aqui não para afrontar ou tentar eliminar a grande corporação. Muito pelo contrário. Ela está ali para tentar entregar um produto mais eficiente e melhor que a grande corporação não está entregando hoje em dia.

Daniel Ely, diretor de RH e Planejamento da Randon, explica que o grande desafio que enfrentamos ainda é a convergência entre os meios:

“O grande desafio para quem está dentro da indústria é construir pontes. Porque existe uma linguagem do startupeiro, da Abstartups, da ABDI e da indústria, e no primeiro momento elas não se conectam.”

E quais são os próximos paradigmas a serem quebrados?

– Mais espaço para os intraempreendedores, ou seja, aqueles que querem empreender e já estão inseridos dentro da indústria. Abrir caminhos dentro da indústria para inovação e novas ideias é necessário para rejuvenescer a organização.

– As corporações aprenderem com a forma como a startup trabalha seu core business. Grandes corporações foram criadas com aversão ao risco. E aprender como utilizar as informações e inovações de forma a entregar mais agilidade, é essencial.

 

 

 

 

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.
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