Investimento em startups: fundamental para o mercado – e para você

 

O título desse texto pode confundir um pouco. Não, não estamos falando do investimento em startups como uma prática do governo, de Economia brasileira. 

Sim, você já deve ter ouvido falar, no noticiário, alguma informação a respeito do quanto estão investindo no mercado de empreendedorismo. Mas, aqui, o papo é outro.

Para viabilizar a sua empresa, é necessário ter investimento. Como o próprio nome já diz, o investimento é feito por investidores. E, aqui, você deve lembrar de Leandro e Leonardo.

Talvez os mais jovens nem se lembrem da dupla em questão, mas eles fizeram muito sucesso na música sertaneja na década de 1990. 

Um dos grandes sucessos da dupla foi a música “Pense em Mim”. O refrão era o seguinte:

“Pense em mim

Chore por mim

Liga pra mim

Não, não liga pra ele”

Acredite: isso tem tudo a ver com a captação de investidores.

O quê? Música sertaneja tem a ver com startups?

No caso da canção em questão, tem, sim. E não é pouco.

Em um universo de tantas startups (e o número não para de crescer), você deve chamar atenção. Convencer o investidor de que é a aposta certa. 

Leandro e Leonardo, com certeza, não escreveram “Pense em Mim” tendo startups na cabeça. Mas eles foram visionários, sem dúvida. 

O que eles não falaram é como conseguir isso. Bem, eles já introduziram muito bem o assunto. A Abstartups te ensina como conseguir os valores necessários.

Real, dinheiro é sempre bom!

Nós nunca fomos tão assertivos em um intertítulo como aqui em cima, tenho certeza. Mas consegui-lo, quase sempre, não é tão fácil.

Primeiro, para chamar atenção de um investidor, por sinal, nada tem a ver com quem faz investimento em startups. Tem a ver com você. 

De nada adianta querer dinheiro e não saber de onde ele vem. Isso é até perigoso, por sinal. Por isso, você tem que mentalizar qual perfil de investidor você quer ter.

Por isso, é importante conhecê-lo, conversar e interagir com ele. Cada informação vale. Ele já investiu em startups? Em quais? Ele tem investimento em outras áreas?

(Quando falamos em “ele”, entenda que pode ser uma pessoa física ou jurídica)

Esse primeiro contato, embora fundamental, é apenas um passo. A situação fica mais afunilada quando o perfil profissional dele é exposto.

Então, deixe claro o que espera do investidor. Se ele é conservador, liberal, se gosta de intervir na startup, se deixa os gestores livres…

Mais do que o momento certo para procurar um investidor, o importante é conhecer quem está disposto a investir na sua startup.

Uma vez que tudo esteja alinhado, nos mínimos detalhes, chegou a hora de avançar.

Tá, investimento em startup é só conversa?

Não, muito longe disso. Mas ainda vai mais um pouco de conversa. Ou melhor, de negociação. Temos que ser profissionais aqui. 

Depois de conhecer o investidor, é hora de utilizar outro verbo que envolve interações: negociar. E esse é um ponto crítico.

É nessa hora que você irá apresentar seu modelo de negócios, contar sua visão de futuro, missão, visão e valores. Também é a hora que você fala qual valor espera receber.

Não se esqueça, também, de uma virtude importante não só na área de negociar. Falamos da paciência. 

Uma negociação sempre envolve muitos pontos. Uma negociação tão importante quanto a que fala de investimento em startups, então, pode demorar bastante tempo. 

Sabemos que receber um investimento é sempre bom. Mas… sabe aquele clichê de que “as melhores maçãs estão no topo da árvore e demoram a cair”? Ele é real.

“Só” falta assinar para investir 

Você que acompanha as notícias relacionadas ao futebol deve ter sentido calafrios ao ler esse último parágrafo.

No esporte, a expressão “só falta assinar” quer indicar que uma nova contratação está chegando. Mas nem sempre a transferência se concretiza. E, aí, vira meme. 

Por sinal, já virou. Se não, não estaria sendo citada aqui. E esse é um bom aprendizado para você, empreendedor. 

Não, você não precisa ser um craque pra aprender algo. É só a situação, mesmo. 

Não importa o quanto um contrato esteja perto de ser assinado. Ele só é válido quando a tinta da caneta estiver registrada no papel. 

Por isso, antes disso acontecer, é necessário conversar, reconversar (e nós já falamos disso aqui), ler e reler cada palavra do documento. 

Outro fator importante: negociações e contratos envolvem cláusulas. Não pense que o valor base é o único número a ser observado. Absolutamente tudo é importante.

Acredite: de nada adianta conseguir um valor considerável se as cláusulas limitarem a operação da empresa ou diminua, de alguma forma, o montante. 

Leu? Releu? Conversou? Conversou de novo? Não restou dúvida alguma? Mas nem uma sequer mesmo? Agora sim, chegou o dia de glória. Assine o contrato.

Depois disso, o que mais pode dar errado no investimento?

Não é porque o contrato está assinado e tudo está legalmente certo que você deve deitar em berço esplêndido, como diz o Hino Nacional Brasileiro. 

Acompanhar como tudo está se desenvolvendo em relação ao investimento em startups também faz parte de todo esse processo. 

Para começar: é necessário estabelecer uma relação de confiança com quem faz investimentos em startups. A sua, no caso. 

Você, certamente, não gostaria de colocar dinheiro em algum local e não saber como ele está rendendo ou o que estão fazendo com ele. Acertei, certo?

Portanto, não deixe de mandar reports para o investidor – ou investidores. E vá além: quanto mais detalhado o documento, melhor. Mais confiança ele terá em você. 

Da mesma maneira, seja ágil ao enviar essas informações. A demora causa uma péssima impressão a quem quer saber a quantas anda a empresa em que ele investiu.

O contrato, por sinal, mais uma vez, deve ser relembrado. Quando falamos que ele deve ser claro e não deve sobrar uma dúvida sequer, ele pode causar problemas exatamente aqui. 

Uma dúvida pode gerar, por exemplo, interpretações diferentes em relação a um ponto do contrato. E isso pode render uma dor de cabeça imensa para todos os envolvidos. 

Todo esse caminho aí é válido pra toda startup?

Aqui, uma dica da Abstartups: muito raramente um plano ou dica se aplica a absolutamente tudo. Exceções são muito mais comuns que regras que não falham.

Então, por conta disso, a resposta do penúltimo parágrafo já deve estar respondida. Mas, caso não esteja, a gente deixa claro: não, não é assim pra toda empresa.

Cada segmento tem uma dinâmica muito diferente. Cada empresa tem suas peculiaridades. Tudo isso deve ser lembrado e observado. 

É natural que um empreendedor de primeira viagem não saiba como identificar tais situações. Mas ele (ou você, enfim) não estará e nem está sozinho.

A Abstartups está aqui para ajudá-lo no que for necessário. Quer Informação sobre investimento em startups? Temos. Eventos? Também. Mentorias? Deal. Benefícios? Com certeza. 

Por sinal, veja a nossa aba superior. Você vai ver algumas das opções do parágrafo anterior entre elas. Está, literalmente, a um clique de distância. 

Por fim, após ler esse material, o investimento em startup, ou melhor, na sua startup, nunca esteve tão perto de você. Busque colocar em prática tais ensinamentos.

 

About the Author:

Ana Flávia Carrilo
Apaixonada por escrita, comunicadora por nascença e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acredita no acesso a informação como forma de transformação social. Atualmente, faz parte da equipe de comunicação da Associação Brasileira de Startups, ajudando a desenvolver o ecossistema empreendedor brasileiro.
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