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Contratações internacionais: Brasileiros são requisitados no mercado global

  • Deel
  • setembro 17, 2021
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No decorrer do último ano e meio, o mundo todo passou por uma intensa fase de transformação e com ela surgiram novas possibilidades de contratação,  viabilizadas, principalmente, pela tecnologia. Atualmente, existem algumas modalidades no mercado e, diante do cenário atual, as posições remotas continuam em alta e dominando grande parte dos escritórios. 

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostra que o home office pode atingir 22.7% da população brasileira, o que corresponde a mais de 20 milhões de pessoas. Este cenário torna possível que contratações internacionais aconteçam sem que os indivíduos precisem deixar o país de origem, tendo acesso a uma experiência de desenvolvimento pessoal e profissional. 

Para os brasileiros, essa oportunidade é ainda mais vantajosa, visto que, por conta da desvalorização do real, a chance de receber um salário maior e em uma moeda mais forte se torna um divisor de águas. “Para alcançar vagas no exterior, é importante ter o domínio de uma segunda língua e estar disposto a novos desafios, como encarar uma cultura diferente”, afirma Cristiano Soares, country manager da Deel no Brasil, startup líder global em gestão de pagamentos e contratos. 

Já para as empresas que contratam ao redor do mundo, sejam elas brasileiras ou não, também existe uma série de benefícios, como diversidade no time, vantagens competitivas e facilidades no processo de expansão. “Infelizmente, há um gap de mão de obra qualificada no Brasil, principalmente na área de tecnologia. Por isso, as companhias nacionais precisam recorrer aos talentos de fora com frequência”, pontua Cristiano. 

Diante de tantas mudanças, é possível concluir que novas modalidades de trabalho ganharam destaque e vieram para ficar. Além disso, são capazes de proporcionar uma série de vantagens à sociedade, permitindo conexões e trocas valiosas. 

Por que contratar internacionalmente? 

Nem sempre é fácil encontrar o profissional ideal para determinada vaga. É comum que as companhias fiquem por um longo período de tempo buscando essa pessoa, sem sucesso.  E essa questão é simples: quanto maior a limitação geográfica nesse processo de prospecção, menores são as chances de preencher a posição com o colaborador ideal. 

Um cenário que parecia um tanto quanto utópico há alguns anos se tornou uma realidade concreta atualmente graças aos avanços tecnológicos. Sendo assim, o trabalho remoto surge para democratizar o acesso das empresas aos grandes talentos globais, deixando a competitividade mais justa. 

Outro ponto chave das contratações entre países diferentes é o impulsionamento da globalização da empresa. Com a união de diversos mindsets e culturas, é muito mais fácil uma companhia expandir pelo mundo e conquistar novos territórios. Parece ser algo simples ampliar a presença de uma marca ao redor do mundo, mas é possível que surjam entraves culturais nesse processo. Um serviço ou produto que funcione bem no Japão pode não ser tão eficaz no Brasil, por exemplo, e neste momento de possíveis adaptações de estratégia, contar com diversidade no time pode ser um divisor de águas. 

De acordo com um levantamento da empresa de consultoria e gestão, McKinsey & Company, empresas com diversidade étnica e racial têm 35% mais chances de ter rendimentos acima da média do seu setor.

Como fazer e riscos

Assim como qualquer movimentação trabalhista tradicional, as contratações internacionais podem trazer riscos jurídicos, visto que nelas estão envolvidas legislações distintas. 

A nomenclatura legal varia consideravelmente de acordo com o país ou região. Sendo assim, é importante estudar e elaborar com atenção redobrada a modalidade de contratação, funções exigidas, horário de trabalho e entre outros pontos. Vale destacar que é possível contar com mais de uma forma de contratação, seja PJ, CLT, por projeto ou horas trabalhadas, mas é preciso entender com clareza os trâmites legais, custos e exigências trabalhistas locais para evitar surpresas em caso de demissão. 

Além disso, as transações financeiras internacionais passam pelas taxas padrão de câmbio e nelas são aplicadas diferentes tipos de invoices (notas fiscais utilizadas em transações financeiras internacionais), o que torna o processo complexo e exige suporte jurídico. “O Brasil, por exemplo, é campeão em processos trabalhistas, o que pode colocar empresas estrangeiras em risco se não se atentarem à legislação local. No caso da Deel, contamos com um time de mais de 200 advogados ao redor do mundo, nos quais nos auxiliam em tudo que é relacionado a câmbio e taxas”, finaliza o executivo. 

Sobre a Deel: A Deel é líder global em gestão de pagamento para times internacionais, permitindo que empresas contratem colaboradores de qualquer lugar do mundo, sem nenhum tipo de complicação fiscal ou trabalhista. Em apenas alguns cliques, qualquer companhia pode acessar os serviços oferecidos pela startup. Atualmente, o time conta com mais de 200 advogados espalhados pelo mundo. Com valuation de 1,25 bilhão de dólares, a plataforma reúne quatro formatos diferentes de contratação, nos quais atendem as mais diversas necessidades, possibilitando contratações por tempo integral ou meio período, por projeto ou por horas trabalhadas/serviço prestado. Presente em mais de 150 países e fundada por Alex Bouaziz (CEO) e Shuo Wang (CRO), em 2018, a empresa tem uma equipe remota de mais de 220 pessoas, em todos os fusos-horários. Nos últimos meses, a Deel levantou um total de 206 milhões de dólares em investimentos e planeja dar continuidade à expansão internacional, fortalecendo o mercado em que já está inserida e explorando outros já existentes. No Brasil, a companhia está presente desde 2021. 

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