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Minimizando os impactos da vida profissional na saúde mental

  • Vitta
  • outubro 14, 2020
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Saúde mental é um tema que vem sendo discutido cada vez mais com o passar dos anos e, não é à toa. De acordo com uma pesquisa da OMS, 33% da população mundial sofre de ansiedade e cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão, que segundo a mesma pesquisa, a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo.

Há vários fatores, desde mídias sociais até mesmo o ambiente de trabalho, que contribuem para que transtornos e distúrbios mentais sejam cada vez mais comuns. Não é segredo que o trabalho e a vida profissional é uma das maiores formas de sociabilidade humana e de realização individual, mas também não é segredo que um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde mental e física entre funcionários.

Por que é importante promover saúde mental no trabalho?

A maior parte do nosso tempo é dedicada ao trabalho e, as frustrações no ambiente de trabalho são comuns e podem acontecer. Entretanto, essas aflições podem ser amenizadas em um ambiente que fornece as condições necessárias para saúde mental e física.

O fórum econômico mundial estimou que até 2030 os transtornos mentais e as doenças cardiovasculares vão ser responsáveis por 70% de todo custo direto e indireto, gerando as maiores parcelas de carga econômica no mundo.

Logo, se faz necessário maiores investimentos dentro do ambiente corporativo, pois as questões físicas, psicológicas e sociais de colaboradores vão circunscrever a prática cotidiana de trabalho e implicar diretamente na produtividade. Ademais, permitirá aos gestores prover distribuição de recursos humanos e financeiros com maior eficiência, o que acaba com o mito de que investimento na saúde é apenas um gasto.

Qual é o papel dos líderes e do RH na saúde mental dos colaboradores?

Dentro do ambiente de trabalho, o gestor ou o líder é aquele que possui papel de espelho para seus liderados e o responsável por disseminar dentro da organização o incentivo para o autocuidado e boas práticas de trabalho. Segundo a OMS, as lideranças mais atentas às alterações emocionais de sua equipe e que destinam o apoio adequado deparam-se com funcionários muito mais saudáveis e mais produtivos.

Há uma cultura muito forte que incentiva horas e horas de trabalho seguidas, pois esse tipo de rotina e comportamento é aquela que trás “resultados”. Há um status do sofrimento no mundo corporativo de quem se sacrifica mais pela empresa, quem deixou de almoçar mais vezes, quem fez mais horas de trabalho, como um sinônimo de alta performance.

Não se deve naturalizar ou romantizar estes comportamentos. Precisamos romper com essa cultura da glamourização do cansaço. Isso esgota a mente, afeta o desempenho, as emoções e as relações.

Outro fator chave é a dedicação de atenção, tempo e capital em um dos maiores valores de uma empresa: os funcionários, pois o cuidado com a saúde, podem sim gerar retorno. Além do investimento, fazer com que altos cargos junto com o RH assumam o desenvolvimento de práticas e políticas que ajudem a construir ambientes de trabalho acolhedores e a manter profissionais mentalmente sadios.

E no home office?

O isolamento social e o home office tem sido realidade para muitas empresas e funcionários. No home office ainda pode haver uma cobrança muito maior por produtividade, o que pode resultar em algumas atitudes como trabalho fora do horário habitual e sem intervalos apropriados (como para o almoço, por exemplo). 

Além do momento difícil e instável que estamos vivendo, a distância também é um desafio na hora de promover saúde mental e física. Por isso, é muito importante salientar ainda mais o cuidado em relação à saúde.

Você pode impedir esses problemas alterando a maneira de gerenciar e liderar seus funcionários, mesmo à distância. Se você não abordar as verdadeiras causas do esgotamento de funcionários em seu time, não terá um ambiente de trabalho que permita que os funcionários sintam e tenham o melhor desempenho.

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