Empreendedorismo social para mudar o mundo

O empreendedorismo social no Brasil vem ganhando força nos últimos anos e tem como objetivo ajudar a solucionar problemas enfrentados pela população. Empreendedores sociais não têm intenção, condição e nem capacidade de substituir o Estado, porém, visam colaborar para que a sociedade tenha mais qualidade de vida, acesso à cultura e educação, saúde e bem-estar e melhores condições ambientais. São, na verdade, agentes da mudança que querem ver. A ideia é criar produtos ou serviços que tenham impacto e gerem transformação.

No entanto, empreender socialmente é um desafio. O setor ainda tem pouca representatividade por aqui e recebe poucos estímulos se comparado aos investimentos feitos em empresas sociais de outros países. Faltam conscientização do setor privado e incentivos fiscais por parte do governo. Além disso, culturalmente, o Brasil ainda não está adaptado aos negócios desse tipo, já que o usual é que os projetos e programas sociais sejam realizados pelo Estado.

O termo “negócios sociais” ganhou reconhecimento com o Nobel da Paz Muhammad Yunus que, em 1976, emprestou US$ 27 para um grupo de mulheres começarem seu próprio negócio em Bangladesh. A filosofia de Yunus abrange, entre outros temas, a necessidade de remunerar quem trabalha em um negócio social. Negócios sociais não são voluntariado, são formas de resolver parte dos problemas enfrentados pela sociedade que contam com profissionais de diferentes áreas para se desenvolverem.

Empreender nesse setor é um desafio, porém, no Brasil não falta demanda. Diariamente, o país enfrenta dificuldades diversas, sejam eles de educação, saúde, economia, meio ambiente ou infraestrutura. Nesse sentido, o empreendedorismo social é uma forma das empresas contribuírem com a sociedade.

Na saúde, por exemplo, projetos diferentes pipocam a todo o momento. São medidas inovadoras, de criação de novos recursos com o objetivo de permitirem soluções como a prevenção e o desenvolvimento de novos meios para diagnosticar doenças. Um olhar especial para a saúde da população que, dia a dia, enfrenta problemas grandiosos e que merecem soluções. Empreendedores sociais geram valor para a sociedade e colaboram para que, entre outras coisas, todos tenham acesso aos serviços de saúde de forma digna.

About the Author:

Juliana Aguiar
Juliana Aguiar é gerente comercial de uma grande empresa e empreendedora social. Cocriadora da startup Time do Sangue, que tem o objetivo de aumentar o número de doações voluntárias no país, ela tem paixão pelo empreendedorismo social e pela tecnologia. Atualmente, encara os desafios do empreendedorismo social com a garra de quem tem mais de 16 anos de experiência na área comercial.